Temática da presente edição: O Natal, uma festa para os jovens. “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19)

Através de uma rica simbologia, as tradições natalinas que impregnam nossa cultura são uma prolongação do anúncio que o Anjo fez aos pastores na noite do Natal: «Eis que vos anuncio uma grande alegria, que será de todo o povo: hoje, na cidade de David, nasceu para vós um Salvador, que é Cristo Senhor»[1]. Nesse sentido, o Natal é uma festa profundamente evangelizadora que anuncia a imensa alegria pela proximidade de Deus que se fez um de nós em Jesus.

Ser cristão e discípulo é encontrar Jesus, assim como os pastores na noite do Natal, nos braços de Maria. Assim como os Magos também, que chegaram de longe seguindo uma estrela. Implica também, como fruto desse encontro, fonte da maior alegria, chamar outros para também vivenciarem esse encontro e se tornarem discípulos. É ser um pouco como o Anjo, que chamou os pastores. Ou um pouco como a estrela, que conduziu os magos.

O próprio Senhor Jesus dizia aos seus discípulos que eles não deviam esconder-se. Ninguém acende uma luz para escondé-la debaixo da mesa, mas para colocá-la no alto, iluminando todo o quarto. Assim também o discípulo, tendo encontrado um grande tesouro, sente-se impulsionado pela graça divina a compartilhar essa alegria com todos.

Neste ano, o Centro de Estudos Culturais quer convocar todos os interessados a escrever contos que expressem literariamente o caráter evangelizador da festa do Natal, que se torna visível em seus diversos símbolos e nas diversas iniciativas missionárias e de solidariedade que caracterizam o mês de dezembro.

É um tempo no qual com as nossas atitudes e palavras, com gestos singelos, anunciamos que Deus é real, que nos salva em Jesus e continua vindo ao nosso encontro. Quantas vezes somos luz para os outros, transmitindo a mensagem de Cristo? E quantas vezes os outros são luz para nós? São experiências que abundam no tempo do Natal e que podem ser fonte de inspiração para escritores e escritoras, crianças, jovens e adultos.

Histórias de Natal e a JMJ Rio 2013

Em 2013 a cidade do Rio de Janeiro receberá um evento eclesial multitudinário, a Jornada Mundial da Juventude. Trata-se de uma iniciativa dos jovens, que buscam dar um testemunho alegre da sua fé no mundo de hoje.

A temática do da décima edição do concurso busca ajudar na preparação para a JMJ Rio 2013, realçando que a mensagem do Evangelho é profundamente apelante para o jovem, que é por natureza um buscador da verdade, de um sentido autêntico para sua vida.

A encarnação de Jesus no ventre puríssimo de Maria e seu nascimento em Belém, iniciam a grande resposta de Deus para os interrogantes mais profundos do ser humano. Jesus nos mostra com a sua vida que a felicidade que tanto desejamos só a encontramos no amor autêntico aos nossos semelhantes, que se expressa no serviço atento e generoso. No centro da mensagem de Jesus para o homem está o mandamento do amor. É um ensinamento que Jesus ensina não só com palavras, mas com seus atos concretos, desde seu nascimento em Belém até seu sacrifício generoso na Cruz e a sua Ressurreição ao terceiro dia.

A busca de um amor verdadeiro é também uma característica do jovem. Sempre estamos à procura de alguém que nos ame de verdade, por causa de quem somos e não superficialmente, alguém que esteja disposto a dar a sua vida por nós. Esse amor autêntico por nós o encontramos em Jesus, quem nos ensina também a amar da mesma maneira aos nossos semelhantes. Ele nos ensina que há maior alegria em dar do que em receber. É um caminho apaixonante, uma verdadeira aventura, que tem como ponto de partida a experiência do imenso amor que Jesus tem por mim.

O Natal… uma festa

Os jovens gostam muito da alegria, do entusiasmo, da partilha, da celebração. A alegria é também uma característica essencial do cristão. Jesus foi uma pessoa muito alegre, que ficava contente com as coisas simples, com a beleza da criação e a bondade das pessoas. O início da sua vida pública, por exemplo, se dá nas Bodas de Caná. Com isso quer mostrar-nos que está bem celebrar e comemorar com os amigos. Um casamento é motivo de grande alegria, assim como o nascimento de uma criança.

O Natal é uma dessas ocasiões em que somos chamados a celebrar. Trata-se de uma grande festa, onde somos convidados a viver uma alegria profunda, autêntica, espiritual. Nas bodas de Caná, por exemplo, vemos que Maria, ao perceber a falta de vinho pede a Jesus para fazer um milagre. Graças a intercessão de Maria, Jesus transforma a água em vinho. E o vinho era muito melhor do que tinha acabado!

O primeiro milagre de Jesus foi destinado a suprir uma necessidade que para muitos pode parecer supérflua. Mas não é! Imaginem a tristeza dos noivos e da família pela falta do vinho! Jesus e Maria não são indiferentes a essa situação. E nos ensinam que as ocasiões de celebração são oportunidades também para viver o serviço, a atenção aos demais. A festa, a celebração, quando vividas em seu autêntico sentido, nos levam a viver uma comunhão mais intensa com nossos semelhantes.

É nesse sentido que afirmamos que o Natal é uma autêntica festa para os jovens. É uma festa na qual experimentamos a alegria porque a família se reúne. Quantas vezes o Natal é ocasião de reconciliação, para pedir perdão e perdoar. Também é um tempo no qual as pessoas se sensibilizam mais e são solidárias com quem mais precisa. Os gestos de serviço, de generosidade, se multiplicam neste tempo. E no coração de tudo se encontra o gesto solidário de Jesus, que se fez homem para reconciliar todos os homens consigo mesmos e com Deus. Esse acontecimento central, que celebramos em família na ceia do Natal é o que dá sentido a todo o resto.

…Para os jovens

Os jovens sentem de maneira muito forte o desejo de comunhão, de ter amigos verdadeiros, com quem poder alegrar-se, celebrar a vida, compartilhar um grande ideal, uma aventura pela qual valha a pena dedicar a vida.

As reuniões em volta do presépio, a ceia de Natal, a oração, a troca de presentes pela qual, de maneira simbolica, doamo-nos ao outro, manifestamos nosso carinho, respondem de maneira profunda, autêntica a ese desejo de comunhão. O Natal é uma verdadeira festa, na qual todos somos presenteados por Deus. O presente é o maior possível: Jesus, seu próprio Filho que vem para nos salvar.

O Natal é uma festa que apela a esse nosso desejo de comunhão, de reconciliação e, especialmente, aos jovens, que sentem de maneira muito forte esse desejo.

É por isso que, em sua décima edição, Histórias de Natal quer colocar o tema “Natal: uma festa para os jovens”, alentando os participantes a escrever muitos contos que expressem a realidade acima descrita. O Natal como uma festa que responde ao desejo profundo de comunhão e reconciliação, que celebra com alegria indescritível a resposta de Deus para esse desejo profundamente humano e jovem: Jesus.

Os personagens dos contos devem ser, então, jovens, que se deparem com essa imensa riqueza do Natal, como resposta a fome que experimentam de uma autêntica comunhão, que se desborda numa profunda alegria espiritual, na celebração de uma autêntica festa.

Por isso alentamos a todos, crianças, jovens e adultos, a participar do Concurso de Natal e a concorrer também a grandes prêmios, tal como em passadas edições.


[1] Lc 2, 11.